Eu me imagino perfeitamente diante de uma pilha de panquecas de mirtilo silvestre molhadas com manteiga e bebendo um suco fresco de laranja em Nova York e... pensando. Não sei se até lá eu terei mudado os meus conceitos sobre família e terei construído uma ou se me tornarei uma mulher independente e que só pensa no trabalho, chegando ao ponto de não pensar em outras pessoas, além de mim mesma. Não sei também se minha compulsão por óculos de sol (ou seriam mascaras?) continuará. Para algumas pessoas cada ano pede um óculos diferente, para outras cada estação pede um óculos diferente, para mim, cada dia pede um óculos diferente. E imagino que Nova York exigirá de mim um óculos para cada hora do dia. Depositar expectativas em um lugar nem sempre é uma falha. Ainda mais para mim, uma pessoa que já respirou todas as cores, mas não ainda todos os tons. Não ainda todos os ares. Preciso me mexer para ver meu mundo se mover e já gosto do que vou conhecer ou aprender, talvez até mesmo independente de como possa acontecer. O caminho para grandes desejos é longo, mas uma vez li que que só enxergamos obstáculos quando perdemos o foco de nossos objetivos. É difícil e longo o caminho... Mas fica fácil e mais perto quando falamos de Nova York.
