domingo, 28 de abril de 2013

Sem criatividade para títulos, hoje é domingo.

Obrigada Carpinejar!

Quinta, sexta e até ontem eu não me reconhecia. A tristeza tinha vindo e duplamente carregada, seguida de ansiedades, medos e lágrimas. Chorava, chorava... TPM? Talvez. Mas eu não estava gostando do rumo das coisas. Sabe aquela história de que o estado emocional afeta o físico?! Isso é verdade. Não bastasse a dor na perna de quarta-feira, estava também com dores nas costas e fiquei com dor de garganta. Tudo fica mais sensível.

Cheguei em casa ontem e fui dar a minha lida semanal no Donna ZH e me deparei com o texto do Carpinejar. Sabe quando algo aparece na sua frente como uma espécie de sinal? Pois então. Sempre achei o Carpinejar meio ácido. Mentira, ele é completamente ácido. Mas às vezes necessitamos dessa acidez, desse "sacode" do tipo: "HEY, É ISSO QUE ESTÁ ACONTECENDO, ACORDE!". Os textos dele são assim, um tapa na cara. 

Obviamente eu não estava triste somente por aquele motivo, mas digamos que uns 40% sim. Mas se você lê  um texto dele [que fala de emoção da forma mais racional possível] e nada muda, então não sei o que te dizer. Minha mente viaja lendo, a leitura me torna uma pessoa melhor. O conhecimento me torna uma pessoa melhor. A maneira como tudo é absorvido, interpretado.

Talvez por sempre ter me sentido segura com a figura paterna sempre ali, me dizendo que eu era a menina mais linda do mundo, que eu era talentosa, que eu deveria me esforçar todos os dias em algo se quisesse ser boa, talvez não escutar mais isso me faça chorar de vez em quando... É muito complicado ser o seu próprio motivador e não é que outras pessoas deixem de te elogiar, mas é impossível não desconfiar de todo o mundo, quando a pessoa que você mais amava, um dia, simplesmente partiu e te "substituiu". 

Isso trás um pouco de desconfiança até mesmo em relação à si mesmo. 

Acho que talvez eu interprete isso de uma forma bastante imatura, porque já passou há muito tempo e parece que aconteceu ontem. Talvez eu seja uma filha egoísta que só quer elogios novamente pra se sentir bem. Sinceramente, eu não sei. Mas não vou esperar alguém escrever um texto para tentar me sentir melhor, na verdade, duvido que exista um.

Assim como todo mundo tem suas dúvidas, essa é uma questão que ainda martela na minha cabeça. Mas que tenho a esperança de que logo irá se resolver ;)

P.S.: Se ficou curioso sobre o texto que li, lembre-se que Tom Hansen só enxergou Autumn, quando bloqueou as recaídas e esperanças com Summer.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

P.S.: Minha camiseta favorita manchou eternamente, mas vou continuar usando igual.


Oi,

Embora não pergunte, saiba que estou razoavelmente bem hahahaha.
Ando dentro de uma rotina, feito tudo dentro dos conformes e entediada com a faculdade. Mas isso sempre dá para mudar ;)

Ontem depois de vários dias sem sair de casa, fui em uma festa, mas eu bebi demais e uma hora coloquei as mãos nos ouvidos porque o som estava me ensurdecendo por dentro e não havia mais melodia.

Eu sou uma abobada hahaha. Fiquei enjoada no dia seguinte e na festa minha canela começou a doer, tive que subir e ficar no sofá um bom tempo. Não sei o que é, mas doeu o dia todo.

Vi um mendigo perto da festa e dei batata frita pra ele, mas duvido que lembre, tava de porre... Quem tem coragem de deixar um idoso dormindo na rua? ¬¬

Fui na biblioteca hoje, mas não me sinto muito à vontade lá, parece que tão sempre me olhando [porque não disfarço a cara de perdida], mas só parece, porque sou praticamente invisível.

Não tô na minha melhor fase, na verdade minhas fases são bem extremas né hahahaha. A reprise da minha mini-série favorita acabou hoje, mas eu não tava prestando muito a atenção mesmo... Não é bom se identificar com uma personagem negativa.

Queria voltar para as aulas de música, parece que tudo que eu faço que não envolva música é perda de tempo, mas sou insegura e tenho medo de investir em mim novamente e não ser boa de verdade.

Domingo teve um evento legal na redenção, OSPA e convidados, mas no fim fiz umas fotos bem meia-boca e quando cheguei a orquestra já estava com os "tais convidados" e eu tava longe, cheguei atrasada, não tava muito afim de sair.

Enfim pai, era isso por hoje!

Compreendo que está sem tempo e entendo perfeitamente que pessoas incríveis como você existem para não ser de uma pessoa só, mas de muitas.

Vou dormir, estou com dor de cabeça, durma bem.

Tu é o melhor! [eu, chata]

Saudades,

Thami

P.S.: Minha camiseta favorita manchou eternamente, mas vou continuar usando igual.

sábado, 6 de abril de 2013

Os amigos da 6ª série


As pessoas comentam tanto em como é complicado encontrar o “par perfeito”, a “metade da laranja”, mas sinceramente, eu acho mais difícil encontrar um (a) melhor amigo (a). Vivemos em um mundo onde não temos tempo de encontrar as pessoas, onde o maior contato acaba sendo por redes sociais, onde a pressão para se formar é grande, onde um melhor amigo se encaixaria perfeitamente para dar um apoio moral. Uma amizade de verdade se constrói com o tempo, tempo suficiente para conhecer os defeitos do outro, compreender e amá-lo mesmo assim. Ás vezes me identifico com as pessoas rapidamente, mas é algo de momento, como uma ficada aleatória em alguma festa. 

Acho que, mais importante do que ter encontrado o “par perfeito”, é ter um bom amigo do lado, que saiba o que está acontecendo só no jeito de olhar, que te visite, que te conheça e não te julgue, que te incentive. Tipo aqueles amigos que temos na 6ª série, aqueles amigos que sempre queremos fazer trabalho em grupo para passar mais tempo juntos, aqueles que gostam das mesmas coisas, aqueles que te acrescentam e que te fazem muito feliz.Hoje eu não estou mais na 6ª série, tenho 22 anos e alguns amigos recentes que vejo eventualmente. Perdi o contato com alguns porque começaram à namorar, outros eu perdi para as festas e têm aqueles onde não houve mais identificação para manter qualquer tipo de relação. 

Atualmente é complicado, mas não impossível fazer amigos. E estou falando de amigos, não de fãs [aqueles que te amam, amam o que você faz, o que você é]. Existe aquela frase que diz que enxergamos nas pessoas aquilo que somos, ou algo sim. Gosto das pessoas, mas sempre acho que vão partir rápido, porque eu tenho o hábito de partir. Partir quando não rola mais identificação, partir sem olhar pra trás. Eu faço isso, não sou perfeita. Talvez porque tenha perdido a esperança, talvez por [in] segurança, não sei.
Talvez porque eu me sinta velha demais para ainda não ter me formado, eu também me sinta velha demais para criar um laço verdadeiro e sem medo. Isso são [para] nóias do ser humano, cada um com as suas. 

Não acredito naquele papo de que brigamos com quem gostamos. Porque se gostamos sabemos o que chateia o outro e evitamos. A convivência nos faz brigar às vezes, mas brigas sempre podem ser evitadas. Um amigo de verdade entende e compreende seu jeito de ser, consequentemente fazendo isso com as suas escolhas.

Enfim, escrevi isso porque deu uma leve saudade da 6ª série.