sábado, 6 de abril de 2013

Os amigos da 6ª série


As pessoas comentam tanto em como é complicado encontrar o “par perfeito”, a “metade da laranja”, mas sinceramente, eu acho mais difícil encontrar um (a) melhor amigo (a). Vivemos em um mundo onde não temos tempo de encontrar as pessoas, onde o maior contato acaba sendo por redes sociais, onde a pressão para se formar é grande, onde um melhor amigo se encaixaria perfeitamente para dar um apoio moral. Uma amizade de verdade se constrói com o tempo, tempo suficiente para conhecer os defeitos do outro, compreender e amá-lo mesmo assim. Ás vezes me identifico com as pessoas rapidamente, mas é algo de momento, como uma ficada aleatória em alguma festa. 

Acho que, mais importante do que ter encontrado o “par perfeito”, é ter um bom amigo do lado, que saiba o que está acontecendo só no jeito de olhar, que te visite, que te conheça e não te julgue, que te incentive. Tipo aqueles amigos que temos na 6ª série, aqueles amigos que sempre queremos fazer trabalho em grupo para passar mais tempo juntos, aqueles que gostam das mesmas coisas, aqueles que te acrescentam e que te fazem muito feliz.Hoje eu não estou mais na 6ª série, tenho 22 anos e alguns amigos recentes que vejo eventualmente. Perdi o contato com alguns porque começaram à namorar, outros eu perdi para as festas e têm aqueles onde não houve mais identificação para manter qualquer tipo de relação. 

Atualmente é complicado, mas não impossível fazer amigos. E estou falando de amigos, não de fãs [aqueles que te amam, amam o que você faz, o que você é]. Existe aquela frase que diz que enxergamos nas pessoas aquilo que somos, ou algo sim. Gosto das pessoas, mas sempre acho que vão partir rápido, porque eu tenho o hábito de partir. Partir quando não rola mais identificação, partir sem olhar pra trás. Eu faço isso, não sou perfeita. Talvez porque tenha perdido a esperança, talvez por [in] segurança, não sei.
Talvez porque eu me sinta velha demais para ainda não ter me formado, eu também me sinta velha demais para criar um laço verdadeiro e sem medo. Isso são [para] nóias do ser humano, cada um com as suas. 

Não acredito naquele papo de que brigamos com quem gostamos. Porque se gostamos sabemos o que chateia o outro e evitamos. A convivência nos faz brigar às vezes, mas brigas sempre podem ser evitadas. Um amigo de verdade entende e compreende seu jeito de ser, consequentemente fazendo isso com as suas escolhas.

Enfim, escrevi isso porque deu uma leve saudade da 6ª série.



Nenhum comentário:

Postar um comentário