terça-feira, 28 de maio de 2013

Entregue-se, afogue-se, mergulhe, deixe fluir.

Leia escutando: http://migre.me/eM0fk

Nem lembro sobre o que escrevi aqui da última vez.

Se você tem alguma carência, transforme em algo construtivo, um desenho, uma música. A carência é algo muito pessoal, mas se você tem um amor no passado ou até mesmo um amor ou uma paixonite recente, durma com outros caras. Não precisa ser uma sequencia. Saia um dia aleatório para um lugar legal, sem conhecidos, chegue no cara que você está afim, largue uma cantada barata e deixe ele te levar pra casa.

Entregue-se, afogue-se, mergulhe, deixe fluir.

Conduza, deixe conduzir. Brinque.

E é estranho e engraçado ao mesmo tempo, como alguém que sabe tocar um instrumento, mas agora tem que saber tocar esse instrumento novo e você se diverte com isso.

E depois procurar o cara no facebook ou esperar que ele te procure, hahahaha isso parece muito doido e pequeno se você olhar de um outro ponto de vista.

Assuntos diferentes, toques diferentes, conexões diferentes.

Antes de fazer isso dê um tempo para sua mente e foque no que gosta. Depois você pode sair de casa, fortalecida.

E não é paixão nem nada, é carência muito bem saciada.

O vazio não foi embora do nada, mas ele vai diminuindo.

Diminuindo, diminuindo...

Uma hora some e só resta você e o que você é.

E é isso que importa.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Como eu achava que o mundo girava




Quando somos crianças temos uma visão diferente das coisas. Eu tinha uma visão diferente sobre profissões. Na minha cabeça a pessoa que era comunicativa e gostava de vender abria sua própria loja. A moça que queria ser modelo, simplesmente comia alimentos saudáveis e trabalhava. O moço que queria ver a cidade limpa, simplesmente fazia porque gostava. No meu inocente mundo as coisas funcionavam dessa forma.


Eu cresci e eu sempre gostei de música e achei que era normal eu parar de estudar no ensino médio para estudar música, afinal, era o que eu queria fazer. Isso foi vetado. No futuro quis trabalhar em uma loja de discos e um dia ter a minha própria loja, mas enfrentei vários “nãos” e a maioria das “justificativas” era porque eu era mulher. Isso faz tempo, claro. Eu tinha dezesseis anos.


Eu trabalhei em uma empresa grande que vendia óculos, a marca tinha um marketing legal e como eu era simpática e gostava de falar com as pessoas me candidatei, fui promovida e mais tarde me desliguei pra sempre desse mundo... Simplesmente por ser o oposto do que eu pensava que era. Acordávamos para atender bem as pessoas, claro, mas o foco era ganhar dinheiro, ou melhor, fazer meu chefe ganhar dinheiro. O que vendíamos em um dia, não ganhávamos durante o mês.


Quando passei no vestibular automaticamente sabia o que queria. Até escutar discursos gigantescos sobre o quanto era importante eu me formar e que eu tinha talento e me daria bem escrevendo.


“Se dar bem” numa tradução livre = ganhar dinheiro. Dinheiro é bom? Pode até ser, sem ele não compro meus livros e meus cd’s, mas acho que minha vida não deve girar em torno dele. Talvez eu me sinta um pouco estranha porque a maneira como vejo o mundo girar quando era criança é a mesma forma que eu gostaria de ver hoje, quando adulta.


O dinheiro já me trouxe prazeres passageiros, mas atualmente quando estou triste não vou lá naquele quadrado repleto de luzes artificiais com seus escravos [agora de todas as cores] chamado shopping e me entulhar de coisas que não preciso.


Ainda vejo as coisas assim: com mais amor e não deixo que o marketing me afete quando apela para um lado mais emocional tentando me vender algo que não preciso.


P.S.: Isso foi um desabafo.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

...

Mais uma vez a queda parece não ter fim e os pesadelos vão ficando cada vez mais desconexos e pesados.
As lágrimas invadem, surgem, marcam presença em qualquer local, um leve embrulho no estômago antecede o momento.

E elas cessam por alguns instantes e retornam mais tarde, ainda no mesmo dia.

É muito complicado levantar e se vestir quando você não quer, mas ficar enrolada em cobertores não é a solução. É sim uma proteção de coisas ruins, mas também de coisas boas. E apesar de tudo parecer rabiscado e confuso, eu acredito nas coisas boas. É pelas coisas boas que vivemos. É pelas coisas boas que tentamos.

Ás vezes não dá certo, um dia não dá, no outro também não.

Talvez no próximo.

Sou uma pessimista otimista.

Eu estou cansada do tom azul escuro da minha alma, preferiria um verde. Verde é vivo e é tranquilo ao mesmo tempo.

Melhor eu ir dormir. Talvez amanhã seja um dia diferente.

:)


sábado, 4 de maio de 2013

Como você é quando ninguém está olhando?!

Outra pessoa.

Eu sou outra pessoa quando ninguém está vendo. Não, eu não sou falsa. Sou apenas eu mesma da maneira mais pura possível.
Em público sou cordial demais, alegre demais, diante de injustiças, brava demais. Tudo em excesso, como uma boa leonina. Em casa, sozinha ou na companhia de um amigo mais íntimo, sou mais sensata, menos efusiva, mais equilibrada, menos furiosa. 

Eu me gosto quando ninguém está olhando. 

Não é por nada, mas é bom relaxar, sem aquela sensação de observação. Sem ninguém olhar como estou vestida, nem nada. O tom de voz muda também. Sou mais tranquila, menos ansiosa. Ficar consigo mesma é ótimo porque não existem pressões, a Thamiris que fica em casa é bem eclética musicalmente [dentro de certos limites haha] e também não come muita carne. 

São observações leves.

O meu Eu que fica em casa está despido, sem a armadura que usa no dia a dia. E acho que é bom reservar certos lados que temos para poucos... Os poucos que se interessam em desbravar os nossos excessos e saber realmente o que temos de mais bonito. 


AH LEK LEK LEK

[Esse eu postei no facebook depois de um dia "daqueles"]

Depois de escutar no ônibus o toque do celular de um menino entre seus 11-14 anos, cuja música era "Ah lek lek lek", que eu percebi o quanto educação musical faz falta nas escolas. E não estou criticando o "gosto" do menino, mas talvez se ele tivesse oportunidade de conhecer outros estilos as coisas seriam diferentes.

Questionam muito as pessoas que querem estudar música: "Porque você vai se formar nisso?", "Música não dá dinheiro!". Estuda-se música por amor e outra, estuda-se música porque acreditamos em um mundo melhor. Porque então não questionar quem faz História, Biologia, Geografia, Matemática, Nutrição? Por acaso isso te tornará rico? A vida realmente é uma só para se preocupar se vamos ficar ricos ou não, deve-se viver e fazer as coisas por amor.

Acredito no amor e na autenticidade com as quais fazemos as coisas. E acredito também em um mundo melhor, em um novo plano de ensino, onde a introdução de Filosofia, Sociologia, Música e História da Arte realmente vão fazer a diferença no mundo.

Até hoje não entendi a lógica de 5 períodos de matérias cujo conteúdo tu não vai usar (vai apenas decorar para passar na provaa), enquanto matérias que te fazem pensar e ajudam a formar teu senso crítico são deixadas de lado, como se fossem bobagens.

Haverão mais protestos, haverá senso crítico, haverá conteúdo, basta que a Filosofia e as Artes deixem de ser "ignoradas" pelas escolas com apenas um (irrisório) período por semana e passe a ser o foco.

Não criticando, mas já cutucando: menos b, mais ou menos raiz de b ao quadrado menos 4ac sobre 2a até hoje não me serviu para nada....



!

Meu plano de morar na praia fracassou!

"Mas o que houve?"

Faltou coragem na hora da execução.

Hoje é sábado, estou doente, quinta fui no médico [e fiquei horas lá, morrendo]* por ter apagado total na quarta [má alimentação]. Apagar é um saco, porque eu tenho coisas pra fazer, e quando se apaga não se faz nada. Ainda bem que era feriado e estava em casa. Enfim, não basta apagar, tem que se gripar também. Resultado: estou em casa parecendo ter 70 anos!

Ando lendo tanta coisa ao mesmo tempo que a cabeça chega a estar zonza. Então dei um time nas leituras. 

Acabo de receber uma notícia que interrompe o post de hoje. Ficamos para a próxima, sem falta.


*Ok, fiquei horas, mas não tava tão morta assim.