domingo, 14 de julho de 2013

Peça meu número e não meu facebook parte 01

Como pessoas se comportam diante de certas situações e na frente de pessoas que elas não conhecem é um tema bem interessante (e seria o tema de hoje, mas não!)

Eu tive orkut, mas ele não era algo crucial para saber tudo sobre uma pessoa e ninguém ficava conectado por horas, só se trabalhasse com isso. Com o avanço da tecnologia muitas coisas mudaram, atualmente sabe-se até com que roupa uma pessoa vai na festa já que ela faz tanta questão assim de postar. Foi um salto violento de 2005 (quando fiz o orkut) até 2013 (eu fiz o facebook uns anos antes, mas passei a usar mais esse ano). Atualmente você até vê coisas que não está muito afim (por isso a minha escolha em ficar sempre no feed das páginas que curto do que no feed dos amigos/ "amigos"). 

Muitas das pessoas que conheço eu prefiro pessoalmente, já que virtualmente conseguem ser verdadeiras "malinhas virtuais" com postagens muito desinteressantes (um desespero por aprovação sim!). O desinteressante muitas vezes é alguma piadinha aleatória que te faz rir por trás da tela, mas o que é o riso virtual ("sdhausdhahduds") comparado com uma boa gargalhada ao vivo?

Com essa conectividade assídua é normal que você vá em alguma festa e o cara que você ficou te peça o facebook (isso quando não adicionam ali mesmo, na festa). Eu tenho pessoas que fiquei no facebook e você também tem, é normal. Ainda sou do pensamento que se o cara está afim de mim ele vai pedir meu telefone e não meu facebook. Sim, meu telefone. 

Receber mensagens (sim, mensagens e não aplicativos que imitam um chat) é algo muito bom e pessoal. Claro que ter o contato no facebook é legal, mas não deve ser o principal recurso para manter uma comunicação. Chats possuem emoticons, mas sem emoção (ironia). O facebook atualizou recentemente seus emoticons, talvez o problema seja comigo, mas por mais que eu converse sinto as pessoas muito distantes. E mesmo que elas queiram sair, quando as vejo pessoalmente não é a mesma coisa (porque o contato é mais virtual).

O telefone ainda faz parte da minha vida hahaha. Ouvir a voz, a risada, isso não tem preço. Ver que uma pessoa curtiu você de verdade e que não vai tentar adivinhar quem você é por causa de um perfil em uma rede social. É APENAS UM PERFIL EM UMA REDE SOCIAL E NÃO QUEM VOCÊ É DE VERDADE. 

Quando eu era mais nova não tinha essa conectividade todo o tempo, atualmente tenho contas em no minimo umas seis redes sociais e uso todas. Mas antigamente todos os meus amigos tinham o meu número e atualmente muitos têm e ligam quando estão com saudade, quando querem desabafar, quando querem falar besteira, porque é assim que as coisas são. Mas não se compara com a quantidade de ligações que eu recebia quando mais nova.

O que eu quero dizer é: Se você está afim de alguém ou quer fazer uma amizade nova saiam para comer, falar besteira e desliguem o iPhone quando forem fazer isso. Dane-se essa overdose de check-ins, dane-se a roupa que você vai sair, ah dane-se todo o universo virtual. Bjos. 

PS: A tecnologia é fantástica, mas tudo em excesso fica um saco.









segunda-feira, 8 de julho de 2013

Porque falar de feminismo nunca é demais

Estava circulando pelas páginas feministas que curto até me deparar com uma escola de princesa que foi aberta. Segundo o texto as meninas eram ensinadas a se "comportar" (numa tradução livre: "comportar" = submissão). Me questiono sobre o mundo em que vivemos, onde temos que lutar por "direitos". Pelo direito de amar alguém do mesmo sexo, pelo direito de um país mais justo, pelo direito de termos os mesmos direitos que os homens. Quem tirou nossos direitos?

Em casa tive a sorte de ter os melhores educadores do mundo: meus pais me deixavam livre nas lojas de brinquedos e eu sempre comprei carros, até que um dia com 3 anos de idade, meu tio me deu a minha primeira Barbie e os meus brinquedos ficaram mistos. Quando pedi um skate com 12 anos, não houve preconceito por parte dos meus pais, nem quando entrei no basquete aos 14. Claro, muitas vezes minha mãe dava opiniões nas minhas roupas, mas atualmente uso o que gosto (porque segundo minha filosofia de vida: roupa é apenas um pedaço de pano!). 

Claro, nem tudo são rosas. Meninas geralmente são obrigadas a dar "oi" para estranhos, a sentar no colo de estranhos e eu não escapei disso. 

A questão é: por quanto tempo ainda teremos que aguentar tanta ignorância? 

Para quem diz que as mulheres têm os mesmos direitos, eu rebato: Não, não temos.

Se dormimos no primeiro encontro somos tachadas de vagabundas, se usamos roupas curtas somos vulgares. Chega de tanta idiotice. Homens também dormem no primeiro encontro. Homens andam SEM camisa na rua. Não somos diferentes de vocês.

Existem mulheres machistas também, que fazem questão de vomitar (sim, vomitar!) aquele tipo de comentário quando vê uma notícia de estupro: "Ah, mas ela estava de roupa curta, é óbvio que estava pedindo."

Moçx, ninguém pede para ser estuprada. Abra os seus olhos.

Não dá pra aguentar pessoas que dizem: "Isso é coisa de mulher", "Mulher não é amiga de mulher", "Nossa, esse aí joga bola que nem mulher", "Mulher não sabe dirigir."

Não dá para aguentar as "cantadas" nojentas na rua, as besteiras que escutamos e que são tachadas de "brincadeira". Representando minha indignação (e de muitas): "BRINCADEIRA É O CACETE!".

Não dá pra aguentar quando escutamos de algum parente mais velho: "Ah, mas tem que saber cozinhar, senão o homem larga." Eis a minha resposta: "Me divirto muito na cozinha, mas em dupla!". 

E essa "escola de princesa" ensina a mulher a ser submissa. Todas sabemos que tarefas domésticas são uma verdadeira chatice, mas dividi-las com alguém que gostamos se transforma em algo divertido. Em uma relação não existe um que manda e outro que obedece, tudo pode ser compartilhado numa boa.

Esse texto é mais uma daquelas tantas bolas-de-neve, alguns dirão que é besteira (o meu mais sincero "foda-se" para vocês) e muitxs se identificarão. Não é meu desabafo mais completo sobre o tema, mas todo desabafo é sempre válido, porque falar de feminismo nunca é demais.





sábado, 6 de julho de 2013

Go Your Own Way

05 /07

Hoje é considerado um dia de luto.
Não, eu não sou dramática, isso que está acontecendo é que é um verdadeiro drama.
Perder a confiança em si e nos seus sonhos é uma rasteira nojenta que você dá em si próprio. Quando você escolhe o que vai fazer da vida, as coisas ficam mais leves e você olha o mundo com outro olhos. Eu não tenho um estereótipo de como um músico deve se vestir ou sobre quais assuntos deve falar, eu sabia apenas que precisava estudar e me dedicar, assim como em qualquer curso.

Eu não aguentei a pressão, fui boba de dizer que estava feliz e querer compartilhar isso com as pessoas para que elas ficassem felizes por mim, isso só gerou dúvidas no meu trabalho, preocupação aos meus pais e uma atitude estranha e duvidosa por boa parte dos meus amigos (somente uns 4 amigos ficaram felizes de verdade por mim).

Eu tenho vestibular domingo e acho que vou me inscrever em mais um, e a dúvida agora é: “Quem eu vou ser?”, “Qual vai ser o estereótipo que vou adotar ao entrar em qualquer curso aleatório que não me interessa?”. Eu tenho muitos interesses, mas todos eles ficam atrás da música.

Nunca vou entender quem entra em um curso e não gosta, muito menos entender quem conclui. Mas chegou a hora de vestir o capuz cinza e ser mais um desses jovens. Só não chuto o balde mesmo, porque me falta muita confiança. Quando eu tenho alguém do lado parece que tudo que eu quero é possível. Eu acostumei à ficar sozinha.

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07/07

Acho que pela primeira vez é uma tristeza consciente e não uma sangria desatada seguida de crises que envolvem querer sumir do mundo ou que culpem outras pessoas. A culpa é minha. Eu sou responsável por essas decisões erradas e sinceramente não sei mais nada. Se perder deve ser maravilhoso, principalmente em uma canção do Fleetwood Mac e não em decisões burocráticas e chatas.